E aí vaidosas! Blog criado para retratar dias normais de uma adolescente normal,dar dicas de qualquer assunto que envolva o nosso dia-dia,para falarmos de namoro,animais,música,maquiagem,moda...Do que vocês quiserem!O segredo aqui é não ficar sem informação.Esta querendo saber se ele está afim de você?Não sabe que roupa usar para ir aquela "festa do ano"?Primeiro beijo?Como conquistar aquele gato?Quer saber disso e muito mais?Fiquem sempre ligadinhos! Direção:Rayssa Fernandes e Ingrid Beatriz
terça-feira, 15 de abril de 2014
Amor ou Paixão?
Você sabe nomear seus sentimentos? Reconhece quando seu coração está
batendo apaixonadamente ou amorosamente? Acredita que existe diferença?
Pois saiba que até existe, mas saber reconhecer o que sente deve servir
mais para que você aja de modo coerente do que para classificar, julgar
ou quantificar uma relação. Claro que é compreensível querer saber se o que está chacoalhando seus
dias e até tirando o seu sono é mesmo amor ou somente uma paixão. Talvez
uma “paixonite aguda” que logo vai passar? É verdade: quando a gente
consegue ter essa noção, fica muito mais fácil fazer escolhas e não se arrepender depois. O fato é que, para descobrir a resposta, em geral é preciso dar tempo ao
tempo e observar, manter-se conectado. Porém, para algumas pessoas,
parece que obter certezas sobre o que estão sentindo é o que vai
garantir o sucesso ou o fracasso do encontro. Ledo engano. Equívoco
primário. Certezas não existem, para começo de conversa. E depois, a
questão se trata mais de fases possíveis, a começar pela paixão e
evoluir para o amor, do que de diferenças propriamente. Quando não é saudável, a paixão é capaz de transtornar, desviar a rota, fazer perder o rumo de casa. Como semente ruim
em terra boa, ou semente boa em terra ruim. Ou ainda, semente ruim em
terra não preparada. Pode tornar o apaixonado passível de atos
passionais. Impensados, insanos, perigosos. Nestes casos, o melhor é
procurar ajuda, tratamento, cura. Porque a paixão pode virar doença. Mas quando é saudável, paixão é deslumbramento. É projeção sobre o outro
do melhor que conseguimos enxergar no mundo e nas pessoas. Paixão,
mesmo avassaladora, quando sã é sinônimo de potência – força para fazer
nascer o amor. Isto é, paixão é vida. Desarma. Dá coragem para a
entrega, para a aposta, para uma das tentativas mais desafiantes as
quais somos submetidos durante a vida. E assim, amadurece. Ganha forma e força. Rompe os obstáculos, cresce e
floresce. Torna-se amor. Mas o que atormenta muitas pessoas é a dúvida: e
daí? Nunca mais paixão? Nunca mais fogo que arde,
consome e faz pulsar? Nunca mais o frio na barriga, o aceleramento
cardíaco, o suor que é, ao mesmo tempo, inoportuno e essencial? Eu diria que nunca mais do mesmo jeito. Mas muitas vezes de jeitos novos. E isso não é demagogia! A grande magia do amor
é sua capacidade de se mover, de dançar, de provocar ritmos e convidar
ao desconhecido de si mesmo. Amar inclui um sem fim de sensações. Diria
até que, ao contrário do que os inocentes ou desavisados supõem, inclui
dor, raiva, medo, vontade de ir embora, irritação e saco cheio da
rotina. Mas depois de tudo, se for mesmo amor, a incrível e inexplicável
capacidade de renascer, refazer-se! Amar é se ver no outro. É ver o outro em si. É descobrir que o outro nem
sempre é príncipe ou princesa. Muitas vezes, torna-se sapo, perereca e
até lobos e bruxas. Amar é a mais incrível experiência humana. Portanto, uma experiência lindamente cheia de furos, imperfeições e remendos. Quem espera um amor perfeito, feito teorias cor-de-rosa sobre almas
gêmeas e felicidade eterna; quem espera o “para sempre” assim, feito
conto de fadas que “dá para sempre certo” depois de lutar contra dragões
e serpentes, não conseguirá vivenciar o grande encontro. Mas quem
acredita que o amor exclui a paixão, o riso bobo e gratuito, a poesia
brega e a música que não sai da cabeça, o bilhete inesperado, a flor
roubada, os beijos demorados e as lágrimas que suplicam pelo outro,
também não conseguirá vivenciar o grande encontro. Paixão pode nascer e nunca se tornar amor. Amor pode nascer sem ter tido
tempo de experimentar a paixão. Mas o que importa mesmo é ter coragem
de apostar, recomeçar, arriscar, persistir e, a despeito de todas as
provações, resistir e manter-se dedicando. Amor de verdade, com o
vai-e-vem da paixão, é refazer as escolhas e relembrar-se do que é bom. É
olhar nos olhos do outro e ainda se encontrar aqui e aí!
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